Sonic Mania, o mais novo capítulo da franquia Sonic the Hedgehog, foi lançado recentemente e é uma viagem nostálgica dos sonhos! Como fã de longa data da série, fiquei empolgadíssimo por finalmente vê-la voltar às raízes, retornando ao estilo de plataforma 2D. Ele tem o visual, o som e a jogabilidade dos jogos antigos do Sonic da era do Mega Drive (Genesis). A maioria das fases vem de vários jogos de Sonic the Hedgehog e são quase idênticas, inclusive a música. Uma zona pode ser do Sonic 1, enquanto a próxima pode ser do Sonic 3 ou do Sonic CD. Meus gritos internos de geek passaram de 9000, porque só de jogar eu me senti criança de novo. Nem é um jogo tão difícil. Os únicos pontos em que tive dificuldade foram o chefe de Oil Ocean e pegar as Chaos Emeralds.

Quando você começa um jogo novo, pode escolher com qual personagem quer jogar. As opções são Sonic, Tails ou Knuckles. Quando você escolhe Sonic e Tails juntos, o jogador controla o Sonic enquanto o jogo faz o Tails te seguir por todo lado. Ele não ajuda quase nada, porque só tenta copiar você, mas às vezes falha. O Tails nunca é perfeito, e como o Sonic se move bem rápido, normalmente ele não consegue acompanhar. O que acaba acontecendo é que ele é esmagado por alguma coisa ou fica muito para trás, então chega voando usando as duas caudas como um pequeno helicóptero. Na história do jogo, nos quadrinhos, no anime e em outras mídias, o Tails é tipo o fã número um do Sonic. Ele não só o segue para todo lado, como fica maravilhado com tudo o que ele consegue fazer. Ele é obcecado pelo Sonic como o herói que salva o dia.
Mesmo sem conseguir acompanhar, o Tails não se importa, porque está passando tempo com a pessoa mais importante do mundo para ele. Assim como um aprendiz que segue o mestre por toda parte, o Tails está sendo treinado pela experiência para se tornar um salvador super-rápido para os outros. O Sonic pode deixá-lo comendo poeira, mas eles sempre lutam juntos. É como um estágio, só que você está impedindo doutores gênios do mal de transformar animais inofensivos em máquinas implacáveis.

Aprender com os outros na prática é, para mim, o melhor método de ganhar experiência. Não há nada como passar pelos obstáculos, pelas lutas e pelos problemas difíceis de resolver enquanto você está no meio de tudo. Como professor, aprendi mais estando de fato na sala de aula e lidando com os problemas na hora do que nos anos que passei na faculdade. Uma coisa é ler num livro didático como conduzir uma turma; outra é estar com 20 ou mais alunos tentando descobrir como manter a paz e dar uma aula. Alguns dias de experiência no trabalho valem mais do que semanas de leitura.
Seja num emprego ou em qualquer outro contexto, a vida nem sempre tem respostas claras. Podem ser perguntas sobre Deus, a Bíblia, casamento, amizades, dinheiro, saúde ou qualquer outra coisa; muitas vezes a solução ideal não está à vista. Quando não tenho medo de colocar a mão na massa e tentar resolver a minha própria vida, é aí que parece que eu mais avanço. O Tails está muito melhor seguindo o Sonic por aí, se atrapalhando ou sendo atacado por inimigos, do que assistindo ao seu mentor pela tela de um computador ou lendo sobre ele. Dá para aprender muito com livros, vídeos ou outras mídias, mas nada supera estar no meio da batalha e descobrir na prática.
Quando vejo o Tails cometendo todos os seus erros enquanto jogo Sonic Mania, fiquei pensando em quantas vezes errei nas minhas próprias decisões. Prefiro simplesmente encarar o problema e resolver, naquele exato momento! Às vezes, acabo não me preocupando com o que os outros possam pensar ou com os efeitos negativos. Posso ser um pouco extremo às vezes (até eu percebo isso), mas há momentos em que só falar não basta. É melhor colocar a nossa fé em prática e simplesmente correr um pouco de risco.
Tiago 2:18-20 (ARC)
18 Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. 19 Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem. 20 Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?